Para escapar de furtos, igreja aceita cartão no pagamento de dízimo Imprimir E-mail

Medida também foi tomada depois que o TST condenou seita ao pagamento de indenização por danos morais a pastor acusado de roubo.

Christo expulsa os vendilhões do temploNão se sabe até que ponto existe relação entre uma ocorrência e outra, mas compartilhamos com os nossos web leitores notícia das mais interessantes da qual tivemos conhecimento recentemente. Para escapar da onda de furtos de que têm sido alvo, igrejas evangélicas da região do ABC paulista adotaram, já há algum tempo, o expediente de pedir aos fieis que levem, aos cultos, o comprovante de depósito dos valores correspondentes aos dízimos que recolhem.
   Em Brasília, onde o mesmo tipo de ocorrência é registrado com maior incidência até, a alternativa encontrada para evitar prejuízos, foi o uso dos cartões de crédito ou de débito. Durante as sessões, os fieis dirigem-se a um caixa e, lá, efetuam o recolhimento, sem precisar manusear dinheiro.
   Outra inovação praticada na capital do país, atende pelo nome de “oração delivery”.  Na prática, o adepto faz a solicitação e, em data marcada, equipe de pastores dirige-se ao bairro onde ele (e mais pessoas) se encontram para realizar um culto sob encomenda. Este último fato nada tem a ver com o que passamos a discutir, mas entendi ser oportuno compartilhá-lo.

   Pois paralelo a tudo isso, a 7ª Turma do Tribunal Superior do Trabalho (TST) condenou, por votação unânime, a Igreja Universal do Reino de Deus ao pagamento de indenização no valor de R$ 70 mil a um ex-pastor ao qual acusou, sem dispor de provas, de apropriar-se indevidamente das doações em dinheiro feitas pelos fieis durante os cultos (chamadas, em linguagem própria, de dízimo).

   O caso que o TST julgou começou em Campinas, interior de São Paulo. Em reclamação trabalhista lá ajuizada, o pastor pediu, além das verbas rescisórias, reconhecimento do vínculo empregatício e danos morais, estes em razão da humilhação que se submeteu.
   Foi ele contratado, a princípio, como operador de áudio; depois de um mês, seria demitido e, na mesma oportunidade, conduzido às funções de pastor evangélico. Assim foi mantido no emprego até 2005, quando respondeu pela acusação de roubo. Além do trabalho junto aos frequentadores da igreja, era também o funcionário responsável pela arrecadação e contabilidade das importâncias arrecadadas. Ele fazia, mais, o transporte dos valores até o departamento financeiro da denominação, em São Paulo.
   Suspeitando da conduta do pastor, a Universal, relata o processo, teria “plantado” diversas notas marcadas durante o culto. No dia seguinte, porém, feita a contagem, nada de irregular foi encontrado. Nova investida, agora na casa do pastor, foi levada adiante a fim de encontrar eventual dinheiro lá escondido. Nada foi encontrado.
   Expulso da Igreja, o religioso soube, ainda, que, durante reunião com os pastores das regiões e obreiros da seita, foi propagada a notícia de que ele teria “furtado dinheiro proveniente dos dízimos”. A informação deveria, mais, ser divulgada aos fieis.
   Ao analisar o recurso, o relator, ministro Ives Gandra da Silva Martins Filho, manteve a decisão da 12ª Vara do Trabalho de Campinas, que rejeitou o pedido de vínculo empregatício, porém fixou a indenização por danos morais, causados ao pastor.

Ronaldo Borges
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Newsflash

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