Rede Fast Food paga R$ 70 mil a ex-empregado que engordou 30 quilos Imprimir E-mail

Já se passaram quase dez anos, mas o web leitor deve ter assistido, estar lembrado, ou talvez tenhabotero.jpg ouvido falar, do documentário “Super Size me – A dieta do palhaço”. O filme produzido e dirigido por Morgan Spurlock partia de uma premissa curiosa: o próprio realizador se fez de cobaia da experiência de se alimentar, durante um mês, apenas em restaurantes da rede McDonald’s. A empreitada teve como propósito discutir a cultura do “fast food” nos Estados Unidos, além de mostrar, em si mesmo, os efeitos físicos que os alimentos servidos nestes espaços provocam. Spurlock engordou, teve o metabolismo alterado (os níveis de colesterol, triglicerídeos e outros aumentaram) e comprovou, na prática, que cultivar hábitos saudáveis ainda é a melhor e mais eficaz alternativa para manter boa saúde.

   Quase no final desta década, no Rio Grande do Sul, a mesma rede de restaurantes pagou R$ 70,5 mil a um ex-funcionário que reclamou indenização por ter engordado 30 quilos ao longo dos 12 anos em que lá trabalhou. Explica-se: como gerente da loja, o trabalhador era obrigado a provar os lanches da franquia.
   A rotina do reclamante era, assim, marcada pelo consumo diário de quantidade acima do limite tolerável de sanduíches incrementados, batata frita e refrigerantes.  Ao analisar o caso, o Tribunal Regional do Trabalho da 4ª Região decidiu que há relação direta entre os quilos que o ex-gerente acumulou e o trabalho que teve de desenvolver.
   O valor da condenação foi estipulado a título de danos morais, materiais - custo do tratamento da obesidade adquirida -, e estéticos, além de outros direitos trabalhistas. A empresa até poderia recorrer da decisão, mas preferiu firmar acordo para pagar o valor da indenização. Justificou, em manifestação por meio de nota encaminhada ao jornal que noticiou o fato, que "oferece aos seus funcionários um cardápio variado que atende à legislação brasileira" e que "os incentiva à adoção de hábitos saudáveis".
   Numa interpretação mais extensiva, o precedente aberto pelo Judiciário parece ter criado a figura da “periculosidade alimentar” dentro do ambiente de trabalho. No filme a que nos referimos na abertura, o documentarista assumiu o risco de, durante certo período, comprovar que a comida fast food não prima exatamente por ajudar as pessoas a manterem a boa forma. Mais do que isso, os abusos causam, comprovadamente, mal à saúde.
     No filme, Spurlock faz espécie de pacto consigo mesmo e se compromete a escolhas pouco ortodoxas nos restaurantes que visita aleatoriamente. Assim, quando consultado, prefere, sempre, consumir a versão maior do lanche e das porções que acompanham o prato. Para se ter ideia, nos Estados Unidos, um refrigerante servido na rede de lojas da franquia, pode conter até um litro e meio. Já o sanduíche propriamente dito, chega a pesar perto de um quilo.
   O impacto da produção foi tamanho que, depois de sua exibição em circuito, e da conquista de vários prêmios em festivais internacionais dos quais o filme participou, a empresa reviu sua política de oferecer aos consumidores opções de comida acima do limite tolerado pela saúde. Assim, as quantidades foram drasticamente reduzidas e outros ingredientes incorporados ao cardápio.
   Aqui mesmo em Sorocaba, poucos talvez saibam, vigora lei que obriga os restaurantes fast foods a informarem o valor nutricional dos alimentos que servem. A norma prevê que os estabelecimentos mantenham, em local visível, avisos que esclareçam o potencial calórico da comida e se existem alternativas mais saudáveis (saladas, frutas, etc.). Eis, aí, um bom exemplo a ser seguido. Até a próxima edição.

 

Ronaldo Borges
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